A fascite plantar é um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia plantar (também chamada de aponeurose plantar). Ela pode se manifestar principalmente entre os 40 e 60 anos e pode afetar homens e mulheres.
Pessoas com obesidade ou sobrepeso, atletas (especialmente corredores), bailarinos, ginastas e pessoas que usam com frequência sapatos de salto alto estão mais sujeitas a desenvolver essa condição.
Outros fatores de risco para a fascite plantar são:
✔️ Pés planos ou chatos (arco plantar mais baixo, maior área de apoio da sola do pé com o solo) ou pés cavos (arco plantar mais alto, menor área de apoio da sola do pé com o solo) podem afetar a forma como o peso do corpo é distribuído e aumentar a pressão sobre a fáscia plantar;
✔️ Encurtamento do tendão de Aquiles, localizado na parte de trás da perna e que liga os músculos da panturrilha aos ossos do calcanhar. Em geral, isso pode acontecer em decorrência do enrijecimento do músculo da panturrilha ou do uso frequente de sapatos com saltos muito altos ou sem o suporte adequado para amortecer os choques contra o osso calcâneo.
Os sintomas mais comuns são:
✅Dor forte (em facada) debaixo do pé, perto do calcanhar
✅Inchaço (edema)
✅Vermelhidão (eritema)
✅Dificuldade para trazer a ponta do pé na direção da canela (movimento chamado de dorsiflexão)
Caso você apresente algum dos sintomas, é importante buscar tratamento, pois com o tempo a dor pode se tornar crônica e provocar alterações na marcha, que revertem em lesões no joelho, quadris e coluna.
Diagnóstico e tratamento da fascite plantar
Inicialmente o diagnóstico de fascite plantar é clínico e leva em conta as particularidades dos sintomas e os fatores de risco.
Mas exames complementares de imagem podem ser úteis para estabelecer o diagnóstico diferencial com esporão do calcâneo, metatarsalgia (dor nos ossos que articulam as falanges dos dedos), tendinite tibial posterior e microfraturas ósseas.
Geralmente, a fascite plantar é um transtorno de bom prognóstico, mas a recuperação costuma ser lenta. Por isso é importante iniciar o tratamento o quanto antes, pois ele vai ajudar a reduzir a inflamação, aliviar a dor e habilitar o paciente para assumir suas atividades rotineiras.
No Espaço Maria Inês realizamos o tratamento conservador, que consiste em reestruturar a região dos pés dando a competência necessária para que as estruturas ali presentes sejam eficientes e sem dor
Outro tratamento que somado ao já citado tem um potencial excelente é o uso de palmilhas ortopédicas, que visa à melhor distribuição do peso corpóreo sobre os pés, e de órteses noturnas para evitar o encurtamento do arco e manter a fáscia plantar alongada durante a noite.
Lucas Assad | Crefito 4/173696-F
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